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O papel do advogado moderno

“Desencoraja o litígio. Convence os teus vizinhos a estarem de acordo sempre que puderes. Mostra-lhes como o vencedor nominal é freqüentemente um verdadeiro perdedor nas custas, nas despesas e na perda de tempo. Como mediador, o advogado tem a oportunidade extraordinária de ser um homem bom. Haverá trabalho que chegue.”

Abraham Lincoln

Os tempos mudaram, a sociedade mudou, o poder judiciário em todos os níveis está cada vez mais abarrotado, e por conseqüência, cada vez mais lento. Por isso é importante que nós advogados, defensores da justiça, também atualizemos nossos conceitos, e principalmente devemos assistir nossos clientes para conduzirem cada vez melhor o seu negócio.

O advogado moderno, assim como seus escritórios e bancas, deve estar cada vez mais próximo do seu cliente, devemos entender o seu negócio, seja ele comércio, indústria, serviços ou qualquer outro gênero produtivo. Não basta mais apenas o conceito técnico, ou seja, o conhecimento apurado das leis, decisões e tendências de nossos tribunais, especialidades jurídicas, se nos trancarmos atrás de nossas mesas.

O principal desafio hoje é a sinergia, ou seja, estar próximo do negócio do “core business” do cliente, entender a melhor maneira para que seu objetivo seja atingido com o menor risco jurídico possível, visando sempre o aumento de sua lucratividade, devemos mais do que nunca nos tornar parceiros, cúmplices, crescermos juntos.

Para isso um escritório deve deixar de ser apenas um escritório para se tornar uma empresa de prestação de serviços jurídicos, oferecendo uma solução completa ao problema, sendo este uma mera prevenção (uma consulta, uma análise de contrato, um parecer), ou uma questão que já se tornou uma ação judicial.

“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas…”

A Arte da Guerra – Sun Tzu

O mais importante é não dizer o que não fazer, mas sim, auxiliar como seria a melhor maneira de fazer, para isso devemos não só entender de leis, mas de mercado, política, economia, filosofia, informática.

Outro ponto crucial é aproveitar o lado bom da morosidade do sistema e usar a nosso favor, como podemos fazer isso? Simples, encorajando cada vez mais as soluções extrajudiciais, os acordos, a mediação e a arbitragem.

O bem mais valioso de nosso tempo, do século XX e XXI, é o conhecimento, sendo que o mais escasso é o tempo. Por estes motivos, não podemos gastar todo o nosso conhecimento em disputas intermináveis, e muito menos expor nossos clientes a esta possibilidade.

Por isso a mudança de atitude deve começar aqui e agora, não importa o porte do seu escritório, banca ou empresa, muito menos se seu cliente é da classe A, B ou C, pessoa física ou jurídica. Devemos nos esforçar para estarmos cada vez mais juntos destes, no seu dia a dia, nos seus problemas, nas suas derrotas suportá-los e assisti-los para se tornarem cada vez mais vitoriosos.

Dr. Artur Vinícius

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